Neste espaço encontram-se os núcleos mais recuados da exposição permanente do Museu, relacionados com a importância do ciclo económico do açúcar, inicialmente produzido na Madeira entre o século XV e o 1.º quartel do século XVI, e posteriormente importado para a Ilha a partir de outras colónias.
Do comércio primeiramente estabelecido a partir da Madeira, resultou uma rede de contactos de feitores régios e agentes de negócios portugueses nos portos flamengos, que serviram de intermediários não só no trato comercial, mas também na compra de arte a pedido de monarcas, da corte, do clero e de particulares.
Do núcleo escultórico de produção flamenga do Museu destacamos o Retábulo Retábulo da Natividade, produzido em Bruxelas na 2.ª metade do século XV, atribuído à oficina do Mestre do Retábulo de Rieden (actualmente em Estugarda, Alemanha). Esta peça comporta três cenas alusivas à vida da Virgem e à infância de Cristo: Os Esponsais da Virgem (lado esquerdo), A Natividade (ao centro) e A Adoração dos Reis Magos (lado direito), emolduradas por um baldaquino com delicada decoração de rendilhados do gótico final.
Enquadrados nesta vaga de importação de arte flamenga, assinalamos também a escultura da Imaculada Conceição e um  Menino Jesus Salvador do Mundo, que representam a renovada espiritualidade da Devotio Moderna, inserida nos valores devocionais em voga no século XVI.
No núcleo de pintura flamenga dominam também as representações religiosas, assumindo particular relevo A Adoração dos Reis Magos de finais do século XVI, a pintura alusiva ao Ecce Homo e a interessante representação de Verónica secando a face de Cristo a caminho do Calvário.
Nos restantes espaços da sala 12, predomina o mobiliário regional, dito «Caixa de Açúcar».
Enquadrado com o mobiliário, retomamos o núcleo escultórico do Museu na segunda ala da sala com a Virgem com o Menino Jesus, em barro cozido e policromado, escultura modelada na tradição dos barristas oficinais portugueses dos séculos XVI-XVII, tradição essa que, dois séculos mais tarde, irá ganhar nova notoriedade com a modelação das figuras de Presépio, cujo maior expoente será Machado de Castro (1731-1822). No armário cantoneira em exposição, encontram-se alguns exemplares do vasto núcleo de figuras de Presépio pertencentes ao acervo do Museu, datados de finais do século XVIII, início do século XIX, de provável oficina lisboeta.