Ao entrarmos nesta sala, recuamos um pouco no tempo, para retomar a evolução das artes decorativas, entre os séculos XVII e XVIII, com predominância para a produção portuguesa.
Neste contexto, assume particular destaque o mobiliário português setecentista, correspondente ao período dos reinados de D. João V (1707-1750) e de D. José I (1750-1777), e que reflecte a influência da marcenaria estrangeira, francesa mas sobretudo inglesa, nas suas linhas formais, mas em que se detecta um cariz nacional no preenchimento dos elementos estilísticos ricamente entalhados. Neste panorama sobressai, pelas suas linhas elegantes e simples, a mesa de chancelaria portuguesa, em pau-santo, que se encontra ao centro da sala.
Recuando a meados do século XVII, encontramos a pintura de D. Francisco de Moura, 3.º Marquês de Castelo Rodrigo (1621 – 1675), Conde de Lumiares, Senhor da Terceira e do Faial, Comendador da Ordem de Cristo e Capitão General da Bélgica. Nesta memorial pintura, realizada provavelmente nos Países Baixos, a figura do marquês surge a meio corpo, envergando uma armadura, numa pose característica do gosto barroco em voga.
Nas paredes, estão também expostos o retrato a óleo do Marquês de Pombal (1699-1782), secretário de Estado do reino de D. José I, carismática figura política da história portuguesa do 3.º quartel do século XVIII, e o retrato de Henrique Henriques de Noronha (1667-1730), proeminente historiador madeirense.
Destacamos ainda a tapeçaria flamenga, datada de finais do século XVI, que ilustra uma investida militar a um castelo, relembrando a importância adquirida pelos Países Baixos também ao nível da produção têxtil.